23.11.16

Entrevista com o escritor Rodrigo Rahmati

Olá queridos leitores. Hoje estou trazendo uma entrevista com o escritor Rodrigo Rahmati. Espero que vocês gostem.


Rodrigo Rahmati

Nos fale um pouco de você.
Sou mineiro mas moro em Sorocaba, formado em Gestão Ambiental, servidor público, mas que ama mesmo é escrever. Gosto, claro, de todo tipo de arte —música, fotografia, desenho, pintura— e tento aprender um pouco de tudo — além de tentar fazer com que tudo isso transpareça na minha literatura.
Existe algum (a) escritor (a) que te inspira?
Certamente, e os que mais me inspiram são Neil Gaiman e Stephen King. O primeiro por escrever tudo de uma forma tão poética e tão simples, e o segundo pelo incrível aprofundamento que consegue em seus personagens. Enquanto em Gaiman você vê a mágica transformada em prosa, em King você vê a vida real impressa como letras.
Qual a melhor coisa de ser escritor?
Honestamente? Deixar minha marca no mundo. Viver para sempre através da minha obra.
Você encontrou dificuldades para publicar seu primeiro livro? 
Nos fale um pouco de seu último livro lançado.
Já escreveu algum livro que não conseguiu publicar?

Vou responder as três de uma vez só. Esse livro que vai sair em dezembro agora é o meu primeiro livro. Está mais ou menos pronto desde 2010. Foi mandado para várias editoras desde essa data, e somente 3 responderam. A primeira queria me cobrar R$ 20.500,00 para publicá–lo. A segunda disse que ele era grande demais, e a terceira disse que, sim, poderia lançá–lo, mas sem data definida (detalhe: disse isso sem ter lido o livro). E, como eu disse, nenhuma outra sequer respondeu. Não culpo as editoras; sei que todas recebem mais material do que poderiam editar em uma vida — assim, foi por isso que decidi autopublicar meu livro. Não nego que esse tempo de “gaveta” foi muito bom para a obra, que evolui grandemente desde então, mas, como esse livro começou a ser escrito em 2006, achei justo lançá–lo em seu “aniversário” de 10 anos, rs.
Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Tenho sim. Lançar a continuação dessa obra; lançar outro livro, dessa vez de ficção realista (da forma tradicional, mandando pras editoras e esperando o que precisar esperar); e terminar uma trilogia em que estou trabalhando.
Para você, qual é o melhor gênero literário?
Essa pergunta é curiosa, porque, apesar de eu gostar mais de ler ficção científica, acabo escrevendo mais fantasia — o que se reflete em O Arquivo dos Sonhos Perdidos, o livro que vou lançar, porque nele ambos os estilos estão totalmente mesclados.
Como se sente ao ver seus livros numa livraria, ou vendo alguém lendo?
No momento tenho apenas contos publicados, mas quando alguém me manda uma foto deles em seus Kindle é muito gratificante — e não sei se por alguém ter dignado seu tempo em me ler, ou se é por, tecnicamente, estar no mesmo mundo que tantos escritores que eu admiro.
No Brasil, sabemos que a leitura não é um hábito da população em geral. Quantos livros, em média, você lê por mês?
Ah, eu sou ponto fora da curva, rs. Leio aproximadamente um livro por semana, o que dá uns 4 ou 5 por mês e uns 50 por ano.
Como foi a escolha da capa e do título do livro?
A capa eu já tinha a intenção de desenhar eu mesmo desde sempre. A capa final não foi a primeira a ser desenhada, mas agora fiquei até satisfeito com o resultado. Agora, o título… rs. Esse foi difícil. Devo ter mudado umas cinco ou seis vezes até chegar a O Arquivo dos Sonhos Perdidos.
Como você descreveria seu livro?
Uma aventura. É um livro de fantasia, tem ficção científica, tem história alternativa, tem um romance meio torto, mas, acima de tudo, é uma aventura. Como aquelas que crescemos vendo/lendo/jogando, descompromissada, gostosa de acompanhar.
Qual o livro mais marcante que você leu até hoje?
Com certeza foi O Senhor dos Anéis. Foi o que me fez perceber que existem outros mundos dentro das páginas encadernadas.
Como foi a criação dos personagens do seu livro? Você se inspirou em pessoas de seu convívio para criar cada personagem e cada nome?
Inevitavelmente sim, me inspirei em pessoas ao meu redor, mas, mais que isso, cada um dos meus personagens principais tem um traço ou um aspecto da minha personalidade. Cada um segue uma linha de pensamento que eu já segui, uma ação que eu já tomei, uma mentalidade que eu já tive. Depois então de criar esses personagens base, eu os desconstruí — tirei todos os clichês e estereótipos que não fossem intencionais.
De onde surgiu o desejo de ser escritor?
Do livro O Inimigo do Mundo do escritor Leonel Caldela. Com ele eu vi que não era porque O Senhor dos Anéis —para mim, a obra máxima— tinha sido criado que nada mais merecia ocupar o lugar na estante ao seu lado — e que eu também podia colocar em prosa aquelas maluquices que perambulavam pela minha cabeça.
Por último, deixe um recado para os leitores do Literatura News e para os que desejam ser escritores no futuro.
Muito obrigado pelo espaço, comprem O Arquivo dos Sonhos Perdidos (a partir do dia 2 de dezembro, na Amazon, no Clube de Autores ou o ouçam em episódios que vão sair no Leitor Cabuloso em formato podcast); prometo que não vão se arrepender. Se algum de vocês deseja ser escritor, eu só tenho a aconselhar uma coisa, como o Leonel Caldela me aconselhou uma vez: persistam. A escrita de vocês não vai ser boa no começo, vocês mesmos não vão gostar dela. No entanto, continuem escrevendo. Não vai ser fácil. Não vai ser rápido. Terminar um livro é tão difícil quanto começar, talvez até mais. No entanto, persistam. Se tornar um escritor é muito parecido com se tornar uma árvore adulta na cidade grande — vão querer te cortar, te arrancar, te podar, vai faltar água, e, se você vencer tudo isso, ainda vai demorar uma pá de anos para acontecer. Só persistam.
RAPIDINHAS:
Uma pessoa: Samwise Gamgee
Um lugar: O mar
Um livro: O Oceano no Fim do Caminho
Um escritor (a): Neil Gaiman
Um desejo: Ser reconhecido como um bom escritor, no futuro
Eu não gosto: De pessoas que se dedicam a atrapalhar/denegrir/humilhar/machucar outras.
Eu adoro: Ficar em casa
Uma frase: Um dia, em algum lugar, há de encontrar–te contigo mesmo, e só depende de ti se será teu momento maior ou a mais amarga de tuas horas.


Você pode clicar aqui e ir para a página do livro no facebook e também terá o lançamento do livro ONLINE, ou seja, todos podem comparecer :D Para saber mais é só clicar aqui

3 comentários:

  1. Que legal a entrevista e poder conhecer um pouco mais do autor. É realmente complicado publicar um livro (e tenho a sensação de que não é só aqui no Brasil), mas fiquei feliz em ver a coerencia do autor quando comenta que as editoras recebem mais manuscritos do que poderiam publicar em uma vida inteira... É claro que todo autor quer ver sua obra publicada, mas são poucos os que pensam de forma mais realista e percebem que o trabalho das editoras também não é fácil.
    Torço pelo sucesso do livro!!!! Que seja o primeiro de muitos :)
    Beijinhos,
    Lica
    Amores e Livros

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  2. Olá,

    Para começar tenho que dizer que amo conhecer novos autores e principalmente os nacionais. Saber sobre seus gostos, o que os inspira e como foi o processo de seus livros,seus gostos como leitores e poder comparar com os meus é muito emocionante. Amei a entrevista. O Rodrigo parece ser muito gentil.

    Beijos
    Bella Martins

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  3. Olá!
    Eu não conhecia o autor, mas o achei bem simpático. O processo de criação nunca é fácil, mas temos que persistir. Espero que o livro dele dê muito certo e faça muito sucesso. Vou adorar ler a resenha dele aqui e saber mais sobre a história.
    Beijinhos!

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