1.6.17

Entrevista com escritor Vinícius Louzada


Nos fale um pouco de você.
Sou exatamente o que aparento, sem rodeios ou eufemismos: direto, bem-humorado, otimista e zeloso em tudo o que faço. Gosto de gatos, odeio chocolate e gravo vídeos para um canal nerd de notícias no YouTube nas horas vagas.

Existe algum(a) escritor(a) que te inspira?
Muitos! Contudo, se tivesse que citar os principais, diria Nisioisin, George Orwell, Agatha Cristie e Jeff Lindsay.

Qual a melhor coisa de ser escritor?
Poder ver suas histórias ganharem vida e influenciar outras pessoas.

Você encontrou dificuldades para publicar seu primeiro livro?
Apenas dificuldade monetária. Meu livro foi rapidamente aceito pela editora Novo Século, no entanto foi necessário investir uma grande quantidade de dinheiro para tê-lo publicado, coisa bastante difícil quando se é um escritor novato de classe média. Sem ajuda, eu jamais teria conseguido.

Nos fale um pouco do seu último livro lançado.
Meu primeiro e mais recente livro, Weiss – A mente é o limite, é um sonho de muitos anos que foi enfim realizado, quase quatro anos após a sua concepção inicial. É um romance de ação e ficção científica centrado em pessoas que possuem a extraordinária habilidade de trocar de corpos. Escrevê-lo foi tão divertido quanto lê-lo pela primeira vez após a sua publicação, uma vez que o principal motivo de publicá-lo foi poder ler essa história que eu muito queria ler, mas que ainda se encontrava presa dentro da minha mente. A experiência foi incrível, e eu pretendo repeti-la diversas vezes mais.

Já escreveu algum livro que não conseguiu publicar?
Não. Weiss foi meu primeiro projeto e eu fui agraciado com a possibilidade de publicá-lo assim que o terminei.

Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Sim! Além das duas continuações do Weiss (a primeira delas que inclusive já se encontra em andamento), tenho mais dois projetos que pretendo assumir assim que possível. Ambos focam em um público-alvo mais maduro do que o do Weiss, o primeiro sendo um suspense com apenas dois personagens presos em uma situação estressante e desesperadora por várias horas, e o segundo um drama/romance sobre um casal de namorados que muito se amam, porém vivem se machucando e precisam lidar com as dificuldades que um relacionamento conturbado proporciona. Não posso revelar os nomes ainda, mas estou bem animado com ambos.

Pra você, qual é o melhor gênero literário?
Romance. Creio ser o gênero mais agradável para se trabalhar, que permite a maior imersão por parte do público ao mesmo tempo em que concede ao autor plena liberdade para transmitir suas ideias, diálogos e cenários da maneira que ele achar melhor.

Como se sente ao ver seus livros numa livraria ou vendo alguém o lendo?
Não conheço palavras o suficiente para descrever com exatidão como me sinto. É algo único, transcendental. Uma das melhores sensações que um ser humano pode ter.

No Brasil, sabemos que a leitura não é um hábito da população em geral. Quantos livros, em média, você lê por mês?
Em geral, um. Quando a rotina permite, dois.

Como foi a escolha da capa e do título do livro?
A escolha do título foi difícil. Passei por inúmeras tentativas até chegar ao final, e há por trás dele um conceito bem interessante (que não revelarei; gosto de incitar o público a ligar os pontos e tirar suas próprias conclusões). O subtítulo não foi ideia minha, e sim sugestão da minha editora, Nair Ferraz, que achou que o título estrangeiro não seria bem recebido pelo público brasileiro. Foi ela também quem propôs a mudança dos diálogos do padrão norte-americano, como o livro foi originalmente escrito, para o brasileiro, substituindo as aspas pelos travessões (um sacrifício que acatei com grande tristeza). Já a capa foi de autoria do Dimitry Uziel, que fez um trabalho espetacular cuja aprovação foi instantânea. Eu havia pedido apenas algo minimalista que transmitisse bem a ideia do livro, e ele fez muito mais do que isso.

Como você descreveria seu livro?
Trata-se de uma obra empolgante e fora do comum, com elementos criativos, personagens carismáticos e misteriosos, boas cenas de ação e diálogos bem construídos. É um livro que me cativaria imediatamente caso não fosse eu o seu autor, e que, sendo eu aquele que de fato o criou, me faz sentir duplamente realizado. É uma história com muito potencial e que muito me agrada. O filho que um pai orgulhoso mostra para os amigos numa festa.

Qual o livro mais marcante que você leu até hoje?
Difícil pergunta. Novamente, foram vários; porém, como preciso eleger um, diria ser Kizumonogatari, do Nisioisin. É não apenas um livro incrível por si só, que muito influenciou a minha escrita, mas também o primeiro volume de uma série que veio a se tornar uma das minhas favoritas.

Como foi a criação dos personagens do seu livro? Você se inspirou em pessoas de seu convívio para criar cada personagem, personalidade e nome?
Todos os meus personagens começaram com uma ideia e um argumento, e se desenvolveram naturalmente depois disso. São pessoas extraordinárias, mas que, ao mesmo tempo, são críveis, identificáveis, intrigantes e únicas. Eles são a junção dessas ideias com traços de pessoas reais (amigos e parentes), e, em alguns casos, influências de personagens fictícios de outras obras que eu aprecio.

De onde surgiu o desejo de ser escritor?
Não sei dizer ao certo. Desde que me dou por gente crio histórias, mas só agora tive a chance de mostrá-las ao mundo. Escrever é um processo natural para mim, tal como respirar ou comer. Minha imaginação está trabalhando a todo instante, e escrever é uma forma de fazer dela bom uso e compartilhar com outros algo que me diverte e faz sentir bem.

Por último, deixe um recado para os leitores do Literatura News e para os que desejam ser escritores no futuro.
Gostaria de agradecer a oportunidade e atenção. Enche-me de felicidade saber que há tantos interessados na minha história e na leitura em geral, e é uma grande honra poder compartilhar um pouco de mim com todos vocês. Quanto aos que almejam escrever, eu digo vão em frente. Não deixem que os empecilhos os atrapalhem. Sentem-se, leiam e escrevam. Revisem, mostrem para seus amigos próximos, e aprendam com as críticas e os elogios. Escrevam para vocês em primeiro lugar, criem histórias que vocês mesmos gostariam de ler e orgulhem-se do que produzirem, tendo em mente que sempre há espaço para melhora. Escrever é um longo processo, mas um processo maravilhoso e recompensador que vale muito a pena. Muito obrigado e boa sorte!

Rapidinhas:

Uma pessoa: Raquel, minha namorada e principal inspiração.
Um lugar: Minha casa.
Um livro: 1984, de George Orwell.
Um escritor(a): Nisioisin.
Um desejo: Viver da minha escrita.
Eu não gosto: Calor.
Eu adoro: Filmes, animações e videogames.
Uma frase: Yesterday is history, tomorrow is a mystery, but today is a gift. That’s why we call it the present.”



Você pode confirir a página no livro no facebook clicando aqui. O Vinícius também tem um canal no youtube (confira aqui) e você pode segui-lo no twitter, basta acessar a página clicando aqui.

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